Estádio Narendra Modi

Estádio Narendra Modi dobrou capacidade e virou maior arena de críquete

Estádio Narendra Modi dobrou capacidade e virou maior arena de críquete

Antes de se transformar na maior arena de críquete do mundo, o espaço em Motera, na cidade indiana de Ahmedabad, tinha capacidade para cerca de 49 mil espectadores, segundo dados da Gujarat Cricket Association, entidade responsável pelo local. A informação ajuda a dimensionar o tamanho do projeto que, entre 2015 e 2020, reconstruiu completamente o complexo e mais do que dobrou sua capacidade original.

Hoje batizado de Estádio Narendra Modi, o local comporta cerca de 132 mil pessoas, segundo o Conselho Internacional de Críquete (ICC), número que supera o do tradicional Melbourne Cricket Ground, na Austrália. A escala da obra coloca a arena indiana entre as construções esportivas mais impressionantes do planeta, tanto pela capacidade quanto pela engenharia aplicada ao projeto.

Uma reconstrução que levou cinco anos

A estrutura anterior, que já recebia partidas de críquete havia décadas, foi fechada e demolida em 2015 para dar lugar a um projeto muito mais ambicioso. As obras terminaram em fevereiro de 2020, quase cinco anos depois do início da transformação. Em 2021, o estádio recebeu oficialmente o nome Narendra Modi, em homenagem ao primeiro-ministro indiano, consolidando a identidade do novo complexo.

Localizado próximo ao rio Sabarmati, o terreno ocupa aproximadamente 25,5 hectares e foi pensado para abrigar desde partidas internacionais até grandes eventos com público elevado, função que exerceu já em fevereiro de 2020, quando recebeu uma cerimônia com a presença de Narendra Modi e do então presidente americano Donald Trump, ainda antes da consolidação da arena como principal palco esportivo do país.

Onze pistas e tecnologia na infraestrutura

Uma das marcas mais curiosas do estádio está no centro do gramado principal: são 11 pitches de críquete, as faixas retangulares onde se concentram os lances decisivos da modalidade. Não se trata de 11 campos completos lado a lado, mas de diferentes superfícies disponíveis para alternar conforme as necessidades de cada competição. De acordo com o Ministério da Juventude e dos Esportes da Índia, essas pistas utilizam solos vermelhos e pretos, cuja composição pode influenciar diretamente o quique da bola e o comportamento do jogo.

O projeto arquitetônico ficou a cargo da Populous, enquanto a construção foi executada pela Larsen & Toubro. As arquibancadas se distribuem em dois grandes níveis, em formato circular pensado para garantir boa visibilidade em qualquer ponto do estádio. O complexo ainda conta com quatro vestiários para equipes, 76 camarotes corporativos, academia de críquete, instalações de treinamento e uma piscina de tamanho olímpico. A iluminação em LED distribuída pela cobertura substitui as tradicionais torres externas, e o sistema de drenagem foi projetado para acelerar a recuperação do campo após chuvas, um detalhe relevante no clima indiano.

Palco de grandes decisões e acesso facilitado

Em 19 de novembro de 2023, a arena recebeu a final da Copa do Mundo de Críquete entre Índia e Austrália, vencida pelos australianos, confirmando sua capacidade de sediar os jogos mais importantes da modalidade. O estádio também recebe partidas da Indian Premier League e competições internacionais em diferentes formatos ao longo do ano.

Para quem pretende visitar o local, vale lembrar que o acesso às arquibancadas depende da programação e das condições definidas para cada evento. A região de Motera conta com estação de metrô própria, batizada Motera Stadium, o que facilita o deslocamento em dias de grandes jogos. É recomendável conferir os ingressos nos canais oficiais da competição e verificar os horários atualizados no site da Gujarat Metro Rail Corporation, já que podem existir operações especiais em dias de partida - um cuidado importante diante de multidões que costumam ultrapassar 100 mil pessoas.